Construir um espetáculo é sempre uma tarefa árdua e ao mesmo tempo prazeirosa...
Momentos de transpor barreiras, quebrar com antigos costumes e papéis, para construir novas possibilidades de relações, movimentos e encontros.
Momentos de colocar todas as idéias, e também de saber que o que as limita, às vezes, é o próprio processo... a falta de tempo, a falta de dinheiro, os percalços da vida cotidiana e até mesmo a enorme diferença que há entre o que idelizamos e o que realizamos.
Estou feliz por ver que estamos chegando ao momento de nascimento de um novo espetáculo, mas principalmente, estou feliz por saber que faço parte de um grupo que dá espaço para uma intérprete crescer, amadurecer, tomar a dianteira e dirigir uma concepção.
Ver a Érica nos conduzindo, corpos, idéias e dança, para tecer e dar forma à um desejo é o que mais me emociona nesse trabalho, um ato de amor desse grupo para com um de nós e dela para com cada um de nós.
A Nau navega nos mares das vicissitudes do amor com a experiência de 18 anos de estrada, mas com o frescor de novos olhares e vontades.
"Tirando os pés do chão" mudo de perspectiva, me coloco à mercê, perco o controle e sou conduzida, por essa mulher, intérprete, amiga e agora diretora, que tanto admiro e amo.
Uma relação amorosa que nasceu na roda de improviso do espetáculo "Quase Uma..." e que segue dançando sempre!!
Valeu parceira!!
Valeu Nau de Ícaros!!
Merdaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!
love
Leca
quinta-feira, 3 de junho de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O novo!!
Ontem...
A poeira foi sacudida, o que não nos cabia mais foi levado pelo povo da rua para servir à outros, os Orixás dançaram, os amigos de 7, 10, 17 anos apareceram, as crianças vieram com o axé para brincar de paga-pega num galpão agora vazio, e todos celebraram com leveza esse novo momento que iniciamos.
Estávamos sujos, mas sorrindo, desprendidos de antigos e velhos fantasmas, e mirando as novas terras em que iremos aportar e as parcerias que virão conosco navegar e desbravar com amor os novos caminhos desse grupo, que insiste em levar a vida coletivamente, compartilhando cada etapa do trabalho e da vida, se renovando sempre.
Obrigada Leo, Chocos, Digóia, Chico, Bruno, San, Betão, Maios, Matheus, João, Agustinho, Capitão, Sacha, Roberta, Isa, Oriana, Vitória, Renan, Erica. Celso, Bia, Marco, Alvaro, Sr Alberto, os carregadores, Dofanitinho, Julia, e tantos outros...
E pra que aqui fiquem registradas todas as impressões desse momento seguem os textos de outros tripulantes....
Love
Leca
"O galp... Ver maisão fica vazio, mas a Nau firma seu rumo a outros mAres. E qual é a função de uma Nau, senão outra que a de nos levar para além do horizonte, conhecer o desconhecido, encontrar o inesperado, mirar o inefável? Navegamos agora meio sem rumo, como Cabral, Colombo, Magalhães e tantos outros que não nos foram apresentados na escola. E, neste momento, a ausência de um norte definido surge como oportunidade de expandir os horizontes, procurar por aquilo que não esperávamos, firmar parcerias com aqueles que outrora estavam tão distantes. De garantia, o fato de que não vamos dizimar nenhum povo nativo após o atracamento. Enquanto isso, seguimos Tirandos os Pés do Chão, agarrando-nos uns aos outros e seguindo com muito, muito amor." Celso Reeks
" Tenho realmente uma paz no coração e uma sensação de que coisas boas virão... a saída do último galpão foi extremamente mais difícil, dolorida e temerosa. Hoje o dia estava lindo, as pessoas felizes e sujas, a noite com uma lua de presente para estes seis nauvegantes e mais toda a linda tripulação que nos acompanha siga com coragem, amizade e muito companheirismo essa nova jornada. O amor marca essa transformação e isso já é para mim um lindo sinal. Foram incríveis sete anos onde muita estória foi construída (e pensar que tanta gente passa uma vida sem estória pra contar). Somos privilegiados mas como tudo na vida pagamos um preço por isso. Este galpão nos deu 4 espetáculos, nos deu colômbia, frança, Bélgica e Suíça, nos deu muitas baladas, muitas partidas, nos deu Joaquim, Flora e José, nos deu casamentos e separações, nos deu muita poeira e os livros do Paulo Putterman. Isso sem falar dos queridos amigos... que delícia. Quero dizer que me orgulho muito da gente e de como levamos este sete anos. Amo cada um de vcs e desejo que a gente continue seguindo a vida com muita força pq ela não é facil e nem será. E desejo tb que para o próximo galpão a gente não precise nem do caminhão pipa, nem do Marcelo para tirar os ratos, nem das placas para interditar o banheiro...mas os livros do Paulo eu guardei. Beijos e vamos tirar os pés do chão para alcançar nossos sonhos pq segundo Machado de Assis: "É melhor cair das nuvens do que do sétimo andar" Erica Rodrigues
A poeira foi sacudida, o que não nos cabia mais foi levado pelo povo da rua para servir à outros, os Orixás dançaram, os amigos de 7, 10, 17 anos apareceram, as crianças vieram com o axé para brincar de paga-pega num galpão agora vazio, e todos celebraram com leveza esse novo momento que iniciamos.
Estávamos sujos, mas sorrindo, desprendidos de antigos e velhos fantasmas, e mirando as novas terras em que iremos aportar e as parcerias que virão conosco navegar e desbravar com amor os novos caminhos desse grupo, que insiste em levar a vida coletivamente, compartilhando cada etapa do trabalho e da vida, se renovando sempre.
Obrigada Leo, Chocos, Digóia, Chico, Bruno, San, Betão, Maios, Matheus, João, Agustinho, Capitão, Sacha, Roberta, Isa, Oriana, Vitória, Renan, Erica. Celso, Bia, Marco, Alvaro, Sr Alberto, os carregadores, Dofanitinho, Julia, e tantos outros...
E pra que aqui fiquem registradas todas as impressões desse momento seguem os textos de outros tripulantes....
Love
Leca
"O galp... Ver maisão fica vazio, mas a Nau firma seu rumo a outros mAres. E qual é a função de uma Nau, senão outra que a de nos levar para além do horizonte, conhecer o desconhecido, encontrar o inesperado, mirar o inefável? Navegamos agora meio sem rumo, como Cabral, Colombo, Magalhães e tantos outros que não nos foram apresentados na escola. E, neste momento, a ausência de um norte definido surge como oportunidade de expandir os horizontes, procurar por aquilo que não esperávamos, firmar parcerias com aqueles que outrora estavam tão distantes. De garantia, o fato de que não vamos dizimar nenhum povo nativo após o atracamento. Enquanto isso, seguimos Tirandos os Pés do Chão, agarrando-nos uns aos outros e seguindo com muito, muito amor." Celso Reeks
" Tenho realmente uma paz no coração e uma sensação de que coisas boas virão... a saída do último galpão foi extremamente mais difícil, dolorida e temerosa. Hoje o dia estava lindo, as pessoas felizes e sujas, a noite com uma lua de presente para estes seis nauvegantes e mais toda a linda tripulação que nos acompanha siga com coragem, amizade e muito companheirismo essa nova jornada. O amor marca essa transformação e isso já é para mim um lindo sinal. Foram incríveis sete anos onde muita estória foi construída (e pensar que tanta gente passa uma vida sem estória pra contar). Somos privilegiados mas como tudo na vida pagamos um preço por isso. Este galpão nos deu 4 espetáculos, nos deu colômbia, frança, Bélgica e Suíça, nos deu muitas baladas, muitas partidas, nos deu Joaquim, Flora e José, nos deu casamentos e separações, nos deu muita poeira e os livros do Paulo Putterman. Isso sem falar dos queridos amigos... que delícia. Quero dizer que me orgulho muito da gente e de como levamos este sete anos. Amo cada um de vcs e desejo que a gente continue seguindo a vida com muita força pq ela não é facil e nem será. E desejo tb que para o próximo galpão a gente não precise nem do caminhão pipa, nem do Marcelo para tirar os ratos, nem das placas para interditar o banheiro...mas os livros do Paulo eu guardei. Beijos e vamos tirar os pés do chão para alcançar nossos sonhos pq segundo Machado de Assis: "É melhor cair das nuvens do que do sétimo andar" Erica Rodrigues
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Ultréya!!!! Festa!!!!

Ultréya!!!!!!!!! A última deste galpão... vamos celebrar a mudança, ou o encontro de amigos... ou a possibilidade de fazer novos amigos, amores, ouvir novas músicas, movimentar-se a noite inteira em um lugar onde todos dançam sem vergonha de ser feliz... venha desfrutar do prazer de viver, de amar... TIRANDO OS PÉS DO CHÃO...
mudanças
Estamos em tempos de mudança!!
Sob a constelação de Áries, o pioneiro, aquele que abre os caminhos; vamos encerrando um ciclo e abrindo um novo.
Depois de sete anos ocupando com trabalho, sonhos, festas, espetáculos, amigos e parceiros, um espaço na Vila Leopoldina, vamos agora "tirar os pés do chão" em outros mares.
Engraçado ver como o bairro mudou...quando fomos para lá, nem padaria tinha direito e o galpão ainda tinha cheiro de depósito de alho do Ceasa, agora é um bairro em plena expansão, com cheiro de agências e produtoras de cinema...
Mas, somos empreendedores da arte, e assim como o guerreiro de Áries, gostamos de expandir, de iniciar, de se reinventar.
Começamos a fazer isso já com o novo projeto, que se propos a dividir e compartilhar o processo criativo do novo espetáculo com o público, e fazer com que esse processo, muitas vezes vivido de portas fechadas, acontecesse ali, na frente de pessoas que se colocam dispostas a escutar, falar e serem tocadas por nosso fazer artístico.
Pena ainda não sermos compreendidos pelos "poderes públicos" (mais uma vez não recebemos o apoio de prêmios como o fomentos à dança), mas sabemos que à revelia destes prêmios, realizamos (com muito esforço e garra) nossa arte com dignidade e amor. E pelos e-mails que recebemos, daqueles que estão compartilhando desse processo conosco, sabemos que estamos navegando em belos e novos mares e que a cada ação que fazemos somos "premiados" com a sinceridade e entrega desse público (que tem nome, cara, idade, imagens e histórias).
Amo muito esse grupo, que me proporciona elevar minha dança, sonhar sempre, me superar e tirar os pés do chão com amor pelo que faço na vida.
Axé prara nós!!
Que Áries traga realmente novos caminhos, que todos os Orixás nos dêem suas bençãos, e que o amor continue nos norteando sempre!!!
love
Leca
Sob a constelação de Áries, o pioneiro, aquele que abre os caminhos; vamos encerrando um ciclo e abrindo um novo.
Depois de sete anos ocupando com trabalho, sonhos, festas, espetáculos, amigos e parceiros, um espaço na Vila Leopoldina, vamos agora "tirar os pés do chão" em outros mares.
Engraçado ver como o bairro mudou...quando fomos para lá, nem padaria tinha direito e o galpão ainda tinha cheiro de depósito de alho do Ceasa, agora é um bairro em plena expansão, com cheiro de agências e produtoras de cinema...
Mas, somos empreendedores da arte, e assim como o guerreiro de Áries, gostamos de expandir, de iniciar, de se reinventar.
Começamos a fazer isso já com o novo projeto, que se propos a dividir e compartilhar o processo criativo do novo espetáculo com o público, e fazer com que esse processo, muitas vezes vivido de portas fechadas, acontecesse ali, na frente de pessoas que se colocam dispostas a escutar, falar e serem tocadas por nosso fazer artístico.
Pena ainda não sermos compreendidos pelos "poderes públicos" (mais uma vez não recebemos o apoio de prêmios como o fomentos à dança), mas sabemos que à revelia destes prêmios, realizamos (com muito esforço e garra) nossa arte com dignidade e amor. E pelos e-mails que recebemos, daqueles que estão compartilhando desse processo conosco, sabemos que estamos navegando em belos e novos mares e que a cada ação que fazemos somos "premiados" com a sinceridade e entrega desse público (que tem nome, cara, idade, imagens e histórias).
Amo muito esse grupo, que me proporciona elevar minha dança, sonhar sempre, me superar e tirar os pés do chão com amor pelo que faço na vida.
Axé prara nós!!
Que Áries traga realmente novos caminhos, que todos os Orixás nos dêem suas bençãos, e que o amor continue nos norteando sempre!!!
love
Leca
sexta-feira, 12 de março de 2010
obrigada
Dançar as vicissitudes do amor...
Quantas são as qualidades desse estado? quantos adjetivos, e nomes?
Na ação em Bauru, tive um maravilhoso encontro, sensível e muito sincero...que bom seria se pudéssemos ter sempre esssa qualidade de convívio.
Pude escutar uma história linda e tive o prazer de dançá-la, encantada.
Dançando a história do outro, olhei também para a minha e nesse instante, com o amor "pulsando nas veias", fomos nos transformando (juntas) e sendo conduzidas como cegas pelas mãos do outro, confiantes de que no encontro amoroso, a descoberta sobre nós mesmos é sempre a melhor aventura.
Obrigada.
love'
leca
Quantas são as qualidades desse estado? quantos adjetivos, e nomes?
Na ação em Bauru, tive um maravilhoso encontro, sensível e muito sincero...que bom seria se pudéssemos ter sempre esssa qualidade de convívio.
Pude escutar uma história linda e tive o prazer de dançá-la, encantada.
Dançando a história do outro, olhei também para a minha e nesse instante, com o amor "pulsando nas veias", fomos nos transformando (juntas) e sendo conduzidas como cegas pelas mãos do outro, confiantes de que no encontro amoroso, a descoberta sobre nós mesmos é sempre a melhor aventura.
Obrigada.
love'
leca
quinta-feira, 11 de março de 2010
Anteontem aprendi a dançar sorrindo...
Estávamos dia 09 e 10 de março em Bauru, no Sesc, realizando mais uma Ação Performática do projeto "Tirando os Pés do Chão"...
Na busca de entender um pouco mais sobre o amor, de ouvir diversas opiniões sobre este tema tão abrangente, tão pessoal, tão real, encontrei alguém que falava de amor sorrindo, um sorriso sincero, com risadas tão gostosas que me deu vontade de dançar sorrindo, de levar a vida cada vez mais leve.
Me deu vontade de cruzar com as pessoas na rua e avisa-las que ao sorrir seus pés são tirados do chão, que ao amar as coisas criam formas diversas e lindas... que podemos fazer tudo que e queremos, é só permitir...
É só abrir o coração...
bjbia!!!
Na busca de entender um pouco mais sobre o amor, de ouvir diversas opiniões sobre este tema tão abrangente, tão pessoal, tão real, encontrei alguém que falava de amor sorrindo, um sorriso sincero, com risadas tão gostosas que me deu vontade de dançar sorrindo, de levar a vida cada vez mais leve.
Me deu vontade de cruzar com as pessoas na rua e avisa-las que ao sorrir seus pés são tirados do chão, que ao amar as coisas criam formas diversas e lindas... que podemos fazer tudo que e queremos, é só permitir...
É só abrir o coração...
bjbia!!!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Vou beijar-te agora não me leve a mal, hoje é carnaval !!!
Em pleno carnaval cá estamos... a Nau realiza trechos "De Um lugar Para o Outro" entre uma escola e outra, plumas paetês, Oxuns, sambistas, comunidade que empurra o carro alegórico, que dança em cima e em baixo... desfilam num espetáculo apaixonante...
No Sambódromo ficamos nas madrugadas de sexta e sábado realizando parte deste espetáculo no camarote da Brahma. Domingo "El Gran Circo Carnaval" em Bauru... ufa!!!
E corre pra ver os sorrisos, a emoção, a adrenalina... interessante.
E no meio do sambódromo me pergunto: Será que o amor está presente?
Mas é claro que SIM! Pessoas passam o ano inteiro costurando, ensaiando, correndo atrás de patrocínio, para realizar na avenida um espetáculo lindo, uma única noite, 1h05 minutos de intensa realização.
Me espelho, me indentifico.
Passamos minuto a minuto durante o ano, pensando, ensaiando, costurando, montando espetáculos, correndo atrás de patrocínio... para realizar em momentos únicos e efêmeros e intensos... o AMOR... precisa de muito amor... 17 anos de amor!!!
AMO!!!!
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